Meu mundo, minhas ideias, EU!

Em 1970, após os acontecimentos de Stonewall, a décima primeira letra
do alfabeto grego, Λ (minúscula: λ) ou lambda, que equivale ao L ,foi
escolhida pelo GAA (Aliança do Ativismo Gay) como símbolo do movimento
gay.


Em 1974 este sinal gráfico, usado  pelos cientistas para 
nomear a força cinética, foi adotado como símbolo internacional por
toda comunidade GLBT, num encontro de ativistas em Edimburgo, Escócia.
Apesar do conhecido ditado “uma foto vale mais que mil palavras”, a
imagem sem conteúdo nada vale. É preciso que a mítica a ela seja
agregada. A bandeira do arco íris e os demais símbolos mais
conhecidos da comunidade são, junto com toda comunicação gráfica de
nossos dias, o produto final (ainda em mutação) de um processo começado
há cerca de 40 mil anos quando, nas paredes das cavernas, nossos
antepassados deixaram símbolos na pintura: na Espanha (Altamira), na
França (Lescaux e Chauvet) e África (Rodésia).


Os filósofos da
antiguidade estudaram a força dos símbolos. Platão e sua alegoria da
cratera; Plínio e a moça de Butadés inventora da escultura e do
desenho; Ovídio  forjando o mito de Narciso que chega aos nossos
dias via Charles Sanders Peirce, Roland Barthes, Ferdinand Saussure,
Umberto Eco e tantos outros mestres na arte de comunicar,
potencializado pelos recursos da mídia e o milagre da globalização
enfatizando a luta pelos direitos civis dos homossexuais e transgêneros
e sua liberdade de escolha na hora de amar.


Bandeira do Arco íris
A
bandeira do arco íris – símbolo moderno do respeito à diversidade – foi
criada pelo designer gráfico norte-americano Gilbert Baker,  para a
parada de 25 de Junho de 1978, em San Francisco. No ano seguinte, para
superar dificuldades na produção, foram retiradas as cores rosa,
turquesa e o azul índigo substituído por um tom mais escuro. A bandeira
com seis cores se tornou oficial (o vermelho simboliza o fogo; o
laranja a cura; o amarelo o sol; o verde a natureza; o azul a harmonia
e o violeta o espírito). Presente em qualquer evento GLTB, exposta em
locais públicos sinaliza que o local é um ambiente gay ou simpatizante.


O segredo de Hitler
Em
1933 a Alemanha nazista abre os primeiros campos de concentração e
Berlim, até então considerada a capital da liberdade, torna-se  a
capital da repressão: teatros, boates, cafés e bares gays são fechados
e seus freqüentadores presos, deportados e junto com os demais gays e
lésbicas incursos no parágrafo 175 do Código Penal alemão – que
penalizava relações “contra a natureza”. Cerca de 25.000 pessoas foram
mandadas para prisão entre 1937 e 1939 e depois para campos
concentração, esterilizadas, castradas. A partir de 1942, os
homossexuais identificados nas forças armadas foram executados
sumariamente.


O surreal nisso tudo é que ele, Hitler, teria,
segundo o historiador Lothar Machtan, uma vida dupla. O livro “O
segredo de Hitler“, publicado em 2001 pela Editora Objetiva, traz a
público uma bem guardada informação: Hitler era gay (!?)

Divulgo
mais uma vez o livro “The Pink Swastika: Homosexuality in the Nazi
Party” (A suástica cor de rosa: homossexualidade no Partido Nazista ),
dos americanos Scott Lively e Kevin Abrams. Em sua  4ª edição, em 2002,
apresenta  “provas irrefutáveis”  mostrando que o centro dos regimes
nazista e fascista e a elite nazista eram constituídos por homossexuais
enrustidos. As diretrizes do Partido teriam sido traçadas em Munique –
mais exatamente no Bratwurstgloeck, que seria conhecido nos dias de
hoje como um bar gay. Muitos dos rituais e símbolos viriam de
“organizações sodomitas”, entre elas a saudação “Sieg Heil” (Viva a
Vitória!) e a logomarca dos SS.


Nunca mais esqueceremos, nunca acontecerá de novo
As
cores dos triângulos invertidos portados pelos prisioneiros dos campos
de concentração indicavam o motivo da prisão: vermelho para os
prisioneiros políticos, verdes para os prisioneiros comuns, amarelos
para judeus, preto para os anti-sociais (lésbicas aí incluídas) e rosa
para os homossexuais.


No campo de Teresienstadt, na Polônia,
minha avó paterna trabalhou durante 3 anos e meio usando o triângulo
amarelo e teve seu pulso marcado com um número, como se fosse gado.
Usar Triângulo rosa significava fazer as piores tarefas e sofrer
ataques dos demais prisioneiros. Experiências médicas comandadas pelo
monstro Heinrich Himmler implantavam glândulas sintéticas para que os
“invertidos voltassem à normalidade”. Terminada a guerra, com uma
estimativa de 100.000 gays executados, os homossexuais permaneceram
encarcerados porque continuava em vigência o parágrafo 175, que só foi
eliminado da constituição alemã de 1969.


A–UP AIDS Coalition To
Unleash Power, entidade que cuida de programas anti-Aids, adotou o
triângulo rosa como seu símbolo, depois transformado no laço cor de
rosa reconhecido como sinônimo da luta contra a doença. Usá-lo
significa exprimir solidariedade, permitir visibilidade e mostrar que
quem o usa protege os soropositivos da discriminação.


Triângulo Negro
As
lésbicas não estavam adaptadas aos cânones moralistas da família alemã
nazista, patriarcal, com orientação hétero e que premiava mulheres com
muitos filhos arianos.

A babaca lógica formal dos nazistas não havia
encontrado uma forma de puni-las com aprisionamento ou deportação
(apenas a Áustria tinha uma lei que reprimia relações entre mulheres,
que permaneceu em vigor depois da
Anschluss –
anexação – em 1938). Para “compensar a falha moral”, as lésbicas eram
presas e obrigadas a se prostituírem e vítimas de abuso sexual e outros
tratamentos cruéis.


O triângulo negro também foi resgatado pela comunidade lésbica e tornou-se símbolo da luta contra a repressão e discriminação.

Mercúrio
Mercúrio,
regente do signo de Gêmeos, é o símbolo dos transgêneros e travestis.
Conta a mitologia grega que Hermes e Afrodite tiveram um filho que
possuía tanto os órgãos genitais femininos quanto os masculinos e foi
chamado Hermaphroditus, que deu origem ao termo hermafrodita. O signo
astrológico de Mercúrio tornou-se um símbolo tradicional dos travestis.
A lua crescente em cima representa o masculino e a cruz embaixo o
feminino. Um anel, representado a individualidade, une os dois.


O Labrys
Símbolo
da força feminista, Labrys é um machado duplo utilizado pela deusa
Demétria. O Labrys, que teria sido utilizado em batalhas, representa o
movimento feminista. As amazonas tinham duas rainhas, mulheres
guerreiras impiedosas durante as batalhas eram justas e compassivas ao
tratar os derrotados.


Símbolos de Gênero
Existentes
desde a Roma antiga, a cruz do símbolo de Vênus representa o feminino e
a seta o masculino. Duplas de signos atualmente significam a luta pelo
reconhecimento da parceria civil registrada.


O Grupo Arco Íris cita ainda os seguintes símbolos:

CALAMUS
Planta atribuída por Walt Whitman como símbolo do amor homoerótico.

LADSLOVE
Planta utilizada pelos poetas do século XIX como símbolo da homossexualidade.

VERDE
Tanto na Roma Antiga quanto na Inglaterra do século XIX, a cor verde normalmente era associada aos gays.

LEBRE, HIENA, DONINHA
Três animais associados à homossexualidade masculina, supostamente devido à uma epístola do século I, de Barnabus.

FÉNIX
Uma
sugestão de Robin Tyler, já que a Phoenix, um pássaro mitológico,
queimava e se levantava de suas cinzas mais glorioso a cada cinco
séculos.


GRAVATA VERMELHA
Um acessório de
moda utilizado por alguns homens, no início do século XX, como um sinal
para que outros soubessem que eles também eram gays.


ANEL ROSA
Mais
um artigo de moda muito utilizado durante os anos 50, 60 e início dos
70. Alguns acreditavam em raízes primitivas e místicas já que o dedo
mindinho representa a espiritualidade.


RINOCERONTE
Ativistas
de Boston decidiram iniciar um campanha na imprensa para cimentar um
símbolo para o movimento gay. O rinoceronte foi escolhido por ser um
animal mal compreendido, super-dócil e inteligente”
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Comentários em: "Origens dos simbolos GAYS" (1)

  1. gutinhuu disse:

    muito entresante

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