Meu mundo, minhas ideias, EU!

Os 44…

Hoje eu completo 44 anos, mas não consigo me sentir com essa idade. Tenho orgulho do número – acho bonito, cabalístico, legal, fantástico, intrigante, cordial, gentil, atraente -, estou feliz, mas não me sinto com 40… nem com 30, hehe. Acho que parei nos vinte e poucos tal qual dizia uma placa de metal que vi em algum lugar, pintada à mão com os dizeres: “Em algum canto do coração, temos sempre 20 anos”.

E creio que no meu caso é o contrário: em algum canto do coração tenho 44. Mas me orgulho muito dessa idade – a gente leva um tempo pra aprender a ser um ser humano melhor. Envelhecer não é fácil, mas é sinal que estamos vivos, não é assim? Agora amadurecer é bom demais. Aos 44 não tenho mais paciência pra mimimi ou chiliques, sofrer dá preguiça e muito, mas muito, difícil ficar com vergonha de alguma coisa; caio na rua correndo atrás do ônibus e levanto morrendo de rir com a calça rasgada ou completamente sujo. Namoro quem eu quero e quando quero… Fico sozinho e feliz. Aos 44 descobri que sou uma ótima companhia!

Aos 44, se der vontade, tomo cerveja by myself em casa em qualquer dia da semana e pelo motivo que bem eu entender. Aliás, se der vontade tomo Campari no domingo de manhã; as prioridades são outras, hoje dou conta da minha vida e não quero que ninguém mais o faça. Aos 44 vivo dentro da minha realidade, feliz da vida! Pago minhas contas pelo meu esforço. Aos 44 sei a importância da família e dos amigos, assim como sei me afastar daquilo e daqueles que não me fazem bem; não guardo mais mágoas ou culpas, troquei esses sentimentos por compaixão ou simplesmente descartei, joguei tudo fora! Aos 44 arrependimentos tornam-se aprendizados; não discuto, argumento (no possível). Falo o que penso (sem precisar ofender ou gritar – bem, às vezes, hehe).

Aos 44 não preciso mais provar para nada pra ninguém; não quero ser o mais legal, o mais bonito, o mais poderoso, o mais influente, nem nada parecido com isso, só quero paz e sossego; os sorrisos e realizações de crianças, adolescentes e adultos que eu ensinei em algumas das tantas matérias que lecionei me iluminam e alegram mais que fogos de artifício ou diamantes – não faço mais questão de “regalos” – tanto é que abraços de amigos, colegas de trabalho, alunos, familiares e desconhecidos continuam sendo os melhores  presentes do mundo! Aos 44 a gratidão supera a expectativa, o desapego ultrapassa a vaidade e viver torna-se  muito mais fácil; não sei se demorou ou não, mas meus 44 chegaram, que sejam muito bem vindos e vividos!

Ahh, parabéns pra mim, Marcelo Eduardo Luzardo Garcia, que venham mais 44 hehehe
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Comentários em: "Os 44…" (1)

  1. Biasotto disse:

    Parabéns , meu querido amigo! Saudades. Way to go! Estou na mesma sintonia . bjão

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