Meu mundo, minhas ideias, EU!

Hoje segunda-feira acordei aqui em Buenos Aires inspirado (talvez o Paraguai tenha a culpa disso hehe); depois de um final de semana com altos e baixos decidi escrever um pouco sobre o que pensei, refleti, resolvi e adotei daqui por diante. Altas resoluções para 2017, que incluem entre outras coisas emagrecer e malhar pesado para ter o corpo que sempre gostaria de ter. Mas deixa começar pela fé, a que move montanhas, a que alimenta religiões, a cega y muitas vezes surda. Às vezes, perdemos a fé nas coisas. Quantas vezes repetimos que nunca mais iremos nos permitir certas coisas depois de alguma decepção. É uma defesa natural, mas nem sempre sábia. Assim como a vida sempre encontra um meio, cinzas também renascem tal qual a Fenix mitológica (o a dos X-men). O tempo nos ensina a olhar alguma perda com aprendizado e assim, é possível se reerguer para poder seguir em frente. De onde exatamente não se imagina, brota um novo sentimento, um novo sentido ou razão que nos move adiante. A felicidade existe e não é uma constante, porque se fosse, não seria tão bela e tão preciosa, é algo a ser plantado, cultivado, cuidado, regado, para somente assim poder florescer e dar frutos. Claro que tem dias de chuva, de calor, de sol e de tempestade. Mar calmo não faz bom marinheiro, isso dizia minha bisavó. A vida é feita de altos e baixos, mas sempre vai ter um novo amanhã, um novo começo, um recomeço, um restart e com ele, novas oportunidades. E assim, quando menos se esperar, a felicidade se faz presente. Muitos sabem que não uso a palavra tentar, então… faça e refaça outra vez.
E a dúvida cruel, por causa dessa fé sabemos quando realmente temos que encerrar um ciclo para começar outro? Como saber a hora exata de dizer adeus? Não é fácil fechar ou colocar um ponto final numa situação ou pessoa, por mais que isso nos cause alguma dor. Talvez, porque dentro de cada um exista uma fonte (às vezes inesgotável) de esperança que aquilo uma hora vai dar certo ou fazer algum sentido e funcionar, quando nem sempre é assim. Muitas vezes, preferimos manter aquele laço e ligação, alimentar de alguma forma o que nos faz mal ou que não nos ajuda, por causa de uns poucos momentos felizes que somado ao todo, não são quase nada. Aí mora o perigo. Temos a tendência de pegar aquele pouco e o transformar em algo maior para acalentar um coração cansado de sofrer. É como uma dose de folego em meio a um afogamento. Nos agarramos aquilo como uma justificativa para tanta agua que engolimos, enquanto o pulmão se enche mais de agua do que de ar. É o medo da dor que nos faz recuar, mas pense, a dor já está ali camuflada de outros sentimentos, mas tão presente como qualquer outro. A balança existe para que pesemos tudo. O equilíbrio é o termômetro que mostra como as coisas estão indo. Ninguém deve amar mais, nem somente procurar quando não se tem respostas, nem ceder o tempo todo. É preciso ter reciprocidade e se ela está ausente, não existe ou não é na mesma medida e há tanto tempo que mais nem sente, então chegou a hora de dizer Goodbye, Adeus, Adiós, Arrivederci.
O mundo dá voltas. Isso não é somente uma força de expressão. Ele realmente gira. Por mais que você não sinta a rotação ou traslação, ele está em pleno movimento. Sendo assim, tudo que está nele se movimenta também. O vento chacoalha as folhas, a maré ondula as ondas, o sol desponta e se põe todos os dias, mesmo quando está nublado. Não adianta você querer firmar seus pés no chão e achar que vai ficar uma vida inteira na mesma posição, porque não vai. É preciso evoluir, assim como todas as outras coisas que existem. Algumas pessoas saem da nossa vida e retornam porque o mundo é redondo e de certa forma, gira no mesmo lugar. Outras vão e nunca mais voltam, porque ele também imenso e pessoas saem para outras entrarem (a grande maioria das vezes é assim). Há altos e baixos, porque na sua infinita rotação, uma hora estamos acima e outras abaixo, numa perfeita alusão do movimento da terra. Só não pare. Não pare nunca. O que para, cai o se apodrece. O que é vivo, segue y evolui. Mexa-se, não fiquei quieto NUNCA.
Estou ha 4 meses em Buenos Aires e cada dia me surpreendo com a cidade, com as pessoas, com o ritmo, a cultura, a vibe que se respira, enfim, com tudo. E por isso que hoje me despeço do português que nos últimos anos foi a lêngua do meu dia-a-dia para começar uma nova fase e escrever em espanhol, quem sabe assim resgato coisas esquecidas e aprendo novas, afinal aprender é o que mais amo fazer.
Com FÉ, fecho um CICLO dos tantos que tenho e passei para começar outro bem perto de onde comecei a minha VOLTA na vida. Nos veremos en breve!!!
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Comentários em: "A fé, os ciclos das pessoas, às voltas da vida e meu último post em português" (1)

  1. Cesar biasotto disse:

    Boa sorte, Queridão ! Torço por você. Saudades.

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