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Os 44…

Hoje eu completo 44 anos, mas não consigo me sentir com essa idade. Tenho orgulho do número – acho bonito, cabalístico, legal, fantástico, intrigante, cordial, gentil, atraente -, estou feliz, mas não me sinto com 40… nem com 30, hehe. Acho que parei nos vinte e poucos tal qual dizia uma placa de metal que vi em algum lugar, pintada à mão com os dizeres: “Em algum canto do coração, temos sempre 20 anos”.

E creio que no meu caso é o contrário: em algum canto do coração tenho 44. Mas me orgulho muito dessa idade – a gente leva um tempo pra aprender a ser um ser humano melhor. Envelhecer não é fácil, mas é sinal que estamos vivos, não é assim? Agora amadurecer é bom demais. Aos 44 não tenho mais paciência pra mimimi ou chiliques, sofrer dá preguiça e muito, mas muito, difícil ficar com vergonha de alguma coisa; caio na rua correndo atrás do ônibus e levanto morrendo de rir com a calça rasgada ou completamente sujo. Namoro quem eu quero e quando quero… Fico sozinho e feliz. Aos 44 descobri que sou uma ótima companhia!

Aos 44, se der vontade, tomo cerveja by myself em casa em qualquer dia da semana e pelo motivo que bem eu entender. Aliás, se der vontade tomo Campari no domingo de manhã; as prioridades são outras, hoje dou conta da minha vida e não quero que ninguém mais o faça. Aos 44 vivo dentro da minha realidade, feliz da vida! Pago minhas contas pelo meu esforço. Aos 44 sei a importância da família e dos amigos, assim como sei me afastar daquilo e daqueles que não me fazem bem; não guardo mais mágoas ou culpas, troquei esses sentimentos por compaixão ou simplesmente descartei, joguei tudo fora! Aos 44 arrependimentos tornam-se aprendizados; não discuto, argumento (no possível). Falo o que penso (sem precisar ofender ou gritar – bem, às vezes, hehe).

Aos 44 não preciso mais provar para nada pra ninguém; não quero ser o mais legal, o mais bonito, o mais poderoso, o mais influente, nem nada parecido com isso, só quero paz e sossego; os sorrisos e realizações de crianças, adolescentes e adultos que eu ensinei em algumas das tantas matérias que lecionei me iluminam e alegram mais que fogos de artifício ou diamantes – não faço mais questão de “regalos” – tanto é que abraços de amigos, colegas de trabalho, alunos, familiares e desconhecidos continuam sendo os melhores  presentes do mundo! Aos 44 a gratidão supera a expectativa, o desapego ultrapassa a vaidade e viver torna-se  muito mais fácil; não sei se demorou ou não, mas meus 44 chegaram, que sejam muito bem vindos e vividos!

Ahh, parabéns pra mim, Marcelo Eduardo Luzardo Garcia, que venham mais 44 hehehe

“Muitas vezes, boas notícias chegam fantasiadas de notícias ruins” frase dita por Marcelo Ferrão, cineasta – Texto de Aldo Novak

Muitas vezes, boas notícias chegam fantasiadas de notícias ruins.

Escutei isso de um cineasta que estava assistindo uma palestra que apresentei no Rio de Janeiro, recentemente. Marcelo Ferrão disse a frase como exemplo de algo que ensino, sobre a Lei da Atração.

E isso nos remete ao que seja, realmente, uma notícia ruim. Quantas coisas boas existem em sua vida, hoje, que você achou que eram notícias ruins, quando soube delas na primeira vez?

Há alguns anos, um associado contou a história sobre uma viagem de carro na qual, estranhamente, ele pareceu perder o controle do veículo por alguns segundos, reduzindo drasticamente a velocidade em um local no qual a velocidade média deveria ser bem maior. Naquele momento, ele ficou perplexo com a aparente “incompetência” e o fato de ter quase causado um acidente, com os veículos que vinham depois, que foram forçados a reduzir drasticamente suas velocidades também.

A notícia ruim era o fato de ele ter feito uma barbeiragem enorme.

Poucos segundos, depois disso, surgiu um problema real na pista e, se ele estivesse dirigindo na velocidade “correta”, teria causado um acidente de proporções enormes, para ele e para os veículos que o seguiam.

A notícia boa é de que ele está vivo, assim como os outros motoristas.

De alguma forma, sua mente detectou que havia um problema na pista, talvez por meio de movimentos estranhos vindos dos outros veículos e pessoas, provavelmente, e seu corpo reagiu enquanto ainda era tempo, mesmo antes de sua detecção consciente do perigo que estava se aproximando, salvando sua vida e dos outros.

Não foi barbeiragem. Foi extrema habilidade. 

A notícia ruim era, de fato, a notícia boa, fantasiada. Mas a primeira interpretação dela estava incorreta. Muitas vezes, boas notícias chegam fantasiadas de notícias ruins.

Então, aqui temos um paradigma. Como saber se uma notícia é realmente ruim ou boa?

Não podemos.

Qualquer tentativa de descobrir se uma notícia é ruim ou boa esbarra em uma limitação analítica, já que tudo na vida é ligado a tudo, tornando nula qualquer tentativa de “adivinhar” o futuro. Em física, conhecemos isso “teoria do caos”, e pelo nome de Efeito Borboleta (por causa da frase “o bater de asas de uma borboleta, no Brasil, pode provocar uma tempestade nos Estados Unidos”);

Em nossa vida, passamos por isso todo o tempo. Perdeu o emprego? Talvez seja exatamente isso que permitirá a você começar a trabalhar em seus sonhos, a partir de agora. O carro quebrou? Talvez seja isso que salvará você de um acidente, nesta viagem. Foi assaltado? Talvez isso o torne mais cuidadoso, ou faça você mudar de região, evitando algo muito pior, no futuro.

Seja o que for que aconteça com você, por pior que seja no momento em que acontece, será um componente essencial no quebra-cabeça de seu futuro.

Isso não significa que você deva se alegrar com as notícias ruins. Há o momento de entristecer-ser, de chorar e de aprender. Há o momento de ficar em seu casulo e sentir aquilo que você precisa sentir.

Mas cuidado.

Há pessoas que passam o dia reclamando, como se houvesse somente notícias ruins em seus dias; um carro um pouco mais lento, bloqueando o caminho, parece ter a mesma importância de uma guerra mundial; um cliente irado parece equivalente a um falecimento; uma resposta torta, de um familiar, parece o mesmo que ser mandado para a cadeira elétrica. Sabe aquela pessoa que ganha na loteria, mas o dia dela é destruído porque vai ter que pagar mais imposto? Pois é, há muita gente assim.

Pare com isso.

Não é fisicamente possível saber quando uma notícia é boa ou ruim, por pior que ela pareça. E, no fundo, todas as notícias têm um pouco das duas coisas. Por isso, a melhor estratégia é supor, e assumir conscientemente, que qualquer notícia seja uma boa notícia, mesmo que venha fantasiada de notícia ruim.

Não importa se é uma suposição real ou não, porque como ela não pode ser confirmada, assumir que seja uma notícia ruim vai enfraquecer você, suas decisões, suas percepções e sua vida. Assumir que é uma notícia boa vai fortalecer você, ajuda-lo a tomar decisões melhores e permitir que você tenha sua percepção e atenção mais amplas voltadas para resultados positivos.

Passo várias horas em aeroportos, aguardando meus vôos. Por isso, sempre que sou informado de que o vôo vai atrasar, e praticamente todos os vôos atrasam, atualmente, já assumo que isso é uma ótima notícia. Minha função, neste caso, é descobrir como aproveitar o tempo livre que ganhei, mesmo que seja para ficar no aeroporto sem fazer nada.

E, quando não descubro o lado bom da notícia fantasiada de ruim, ainda posso pensar que a notícia é boa, mesmo que eu não tenha entendido, ainda, de que forma.

Algumas pessoas acham que esta não é uma forma lógica de pensar. Então eu pergunto: qual a forma lógica? Aquela que tornará você mais fraco, infeliz, derrotista, insuportável? Que lógica existe, do ponto de vista biológico, em tornar-se menos apto no universo? Darwin já avisou o que acontece com quem não se adapta…

Aceitar uma notícia não é gostar de suas conseqüências. É procurar novos meios de seguir em frente, mais preparado e com ainda mais vontade, de uma forma muito mais calma, desestressante e inteligente de viver. Esta estratégia me deixa em um estado de equilíbrio interno, absolutamente necessário para que eu encontre oportunidades, tenha boas idéias, escreva melhor e tire o máximo proveito da vida.

Quando você sentir vontade de explodir, comum quando recebe uma notícia que parece ruim, lembre-se de que muitas vezes boas notícias chegam fantasiadas de notícias ruins. E assuma que esta é uma notícia boa, mesmo que você ainda não saiba como. Procure as razões boas para ela, e você pode muito bem encontrar o que ninguém mais encontra.

Depois de algum tempo, me conte o que aconteceu.

Aldo Novak – http://www.aldonovak.com.br

10 erros que devem ser evitados em seu currículo

1. Informações desatualizadas
O seu currículo deve ser um panorama atual de seus trabalhos e realizações profissionais, além de conter os últimos cursos realizados e os conhecimentos adquiridos. Um currículo muito desatualizado pode fazer com que você perca a oportunidade de conseguir um novo emprego, pois demonstra descuido e não informa devidamente sobre a sua atuação.

2. Não fazer o resumo de suas habilidades
É muito importante descrever suas principais realizações, metas alcançadas e suas habilidades mais requisitadas. Ajuda (e muito) você a se destacar entre as centenas de currículos.

3. Informações incompletas
Simplesmente listar os empregos pelos quais você passou, fazendo uma descrição crua das suas obrigações, vai fazer com que o seu seja mais um entre milhares de currículos. Dê ênfase aos diferenciais, como o desenvolvimento que teve em seus trabalhos anteriores e as metas que conseguiu atingir.

4. Escrever demais
Procure ser sucinto e descrever apenas o que realmente interessa para ganhar a atenção do recrutador. Evite, por exemplo, mencionar no currículo as razões pelas quais você deixou os empregos anteriores ou o fato de você estar com o nome sujo no mercado. Esses assuntos, só devem ser mencionados durante a entrevista, se o recrutador perguntar. O currículo é o resumo dos fatos e dos empregos mais importantes de sua carreira. Então é hora de deixar de lado empregos passageiros e sem importância, que não tenham grande influência em sua vida profissional. O currículo pode até ser um pouco longo, mas as informações devem ser claras e concisas para atrair a atenção do selecionador.

5. Desleixo
No caso dos currículos impressos, a qualidade da impressão é importante. Por isso, prefira imprimir seu currículo em impressoras de boa qualidade e não tire cópias em máquinas copiadoras. Um currículo com boa qualidade de impressão e em bom papel, além de facilitar a leitura, mostra o quanto você se importa com sua imagem e com sua carreira. Não esqueça de ler, reler e checar possíveis erros gramaticais e também o tipo de letra que você usou (misturar muitos tipos pode prejudicar a leitura do currículo). Pedir para um amigo ler seu currículo é uma boa saída para não deixar passar pequenos erros.

6. Linguagem desapropriada
O currículo nada mais é do que uma comunicação profissional e deve ser escrito de maneira formal, clara e impessoal. Procure evitar o uso de pronomes pessoais nas frases – coisas do tipo "eu desenvolvi um projeto", substituindo por algo como "desenvolvimento de projeto". O uso excessivo do pronome "eu" pode dar a idéia de um profissional egocêntrico e prepotente.

7. Datas desencontradas
Cuidado ao citar os períodos em que esteve em cada empresa e em cada função. Colocar datas de entrada e saída de cada emprego é importante para que o selecionador saiba a velocidade em que as coisas aconteceram em sua carreira. Deixar de lado essas datas pode causar dúvidas nas pessoas que estão analisando seu histórico profissional.

8. Informações desordenadas
Se você tem experiência em campos de trabalho diversos e acredita que todos eles devam ser incluídos, evite colocá-los por ordem cronológica ou por outro critério que embaralhe os dados. Separe os segmentos por tópicos diferentes, como Vendas e Treinamento. Assim seu currículo fica mais claro e você não confunde a cabeça do selecionador.

9. Citar detalhes dos dados pessoais
Esqueça! Tanto nomes de filhos e parentes como números de documentos (RG, carteira de habilitação, CIC, etc) servem apenas para cadastro em sites como o Empregos.com.<WBR>br. Os selecionadores não querem perder tempo lendo detalhes que podem ser conferidos depois. Portanto, não mencione essas informações.

10. Exagerar nos enfeites
Não aplique cores e muitos recursos no texto do currículo. O texto limpo é uma das garantias de que o selecionador não vai se cansar de ler. Coloridos e excessos de marcadores atrapalham a leitura.

Até quando pessoal?

Até quando você vai PERDER DINHEIRO em suas obras?

VOCÊ ainda utiliza aquelas planilhas milenares, da época do Lotus, ou ousa sempre está reciclando tecnologias para definir melhores seus custos de obras?

Utilizando os índices de construção sugeridos pelo por um profissional em gerenciamento, você vai ter sucesso de forma a obter com precisão os corretos valores executivos dos serviços relacionados a um projeto e definindo custos corretos para suas obras, você não terá erros de formação de valores diluindo seu LUCRO.

É interessante notar que sempre, sem nenhuma exceção, em todos os casos os equilíbrios econômico-financeiros das empresas apresentam prejuízos e às vezes enormes, o foco principal de erros para tais prejuízos?

“Formação dos valores de venda das obras”.

A definição precisa dos custos de uma obra, e que no final, por não os considerar, acabam por comprometer todo o lucro. Veja que isto é uma realidade em mais de 37% das obras do país. Isto hoje vem gerando uma total situação de desespero em mais de 53% das empresas de engenharia no Brasil, pois sem lucro acabam fazendo loucuras para a manutenção de sua estrutura, até que chegando a um ponto, terminam por encerrar suas atividades.

Aí vem a pergunta que não quer calar: “Até quando as vamos fazer orçamento e planejamento utilizando chutes, e depois amargando prejuízos?"

Veja que não estou simplesmente falando que você não sabe definir custos para serviços de uma obra. Eu estou afirmando que você não considera todas as variáveis para isso, e a menor conseqüência que isso gera, é a lapidação dos lucros que esta obra poderia lhe propiciar, e você comemora tivemos um lucro de 18% na obra tal! Aí lhe pergunto não poderia ser 30%?

Pior ainda, é a situação criada pelo maior contratante de serviços de engenharia, ou seja, o Governo, com todas as suas instituições, incluindo as de Economia Mista (que se dizem não sujeitas à Lei 8.666 em função do Decreto 2.745), que ainda formam seus preços sobre conceitos e métodos arcaicos, tornando-os valores de referência a seus processos licitatórios, onde em sua grande maioria, se fazem sobre o regime “MENOR PREÇO”.

Isto gera uma verdadeira situação de total terror para o segmento vertical da Engenharia, pois licitando suas obras com preços inexeqüíveis, com conceitos arcaicos, onde o nível de erros é absurdo, e ainda exigindo que o processo licitatório se faça pelo menor preço. Daí, empresas ignoram a razão maior de sua existência – o lucro, enveredando em um turbilhão de prejuízos, até o comprometimento de seu patrimônio, na tentativa de conseguirem uma obra, definindo preços de venda ainda menores aos listados como referência nos processos licitatórios.

Portando, é importante saber se você está hoje na engenharia para ganhar ou perder dinheiro, eu imagino que seja pra ganhar dinheiro, e não pra amargar prejuízos.

Se estiver para ganhar, é importante saber se você é solidário ao desenvolvimento de novas tecnologias. Veja que somente as empresas que adotaram novas tecnologias e conceitos para a definição de seus custos de obras, é que estão lucrando na Engenharia atual.

O processo tradicional, formado a mais de 50 anos para a definição dos custos de uma obra, ainda são utilizados como um padrão pela grande parte das empresas, e o pior, é que sistemas de custos que ainda estão sendo vendidos no Brasil, como o Volare, o Compor, e outros, ainda utilizam destes conceitos. Isto não é mais admissível.

Visando tamponar estes buracos negros na forma de compor custos e colocar índices de construção. Formar preço pela multiplicação de índice (produção ou consumo) x valor do insumo x quantidade, não é suficiente para definir o custo executivo de um serviço. O importante é adotar tecnologia de ponta, conceitos inovadores, análises profundas de valor, simulações financeiras, curvas de produção e muitos outros.

Acredito que é hora de mudar. Acredito que é hora de você começar a ver que seus recursos são limitados, que é hora de reciclar, e que ter algo melhor é essencial para sua empresa e seu futuro e estou certo de que um profissional em gerenciamento é uma das ferramentas, pois minha missão como tal é fornecer informações seguras e confiáveis a nossos clientes e parceiros.

Só para se ter uma idéia da atual situação, na Petrobrás, que hoje se caracteriza como uma das maiores contratantes do País, sobre o regime da União, não existe um único contrato que esteja dentro de seus custos previstos, ou no seu prazo idealizado. Ou seja, não existe um único contrato que não gere perdas exorbitantes aos Contratados.

E, o pior, é que o próprio Governo não está vendo a necessidade de alterar este quadro, apesar disto significar que tais perdas, ou melhor, falhas nas definições corretas quanto a prazos e valores de referência ou contratação, deflagram prejuízos enormes aos cofres públicos, pois obras em atrasos geram prejuízos sociais, necessidade de reajustes, alterações nas cotações orçamentárias (o que muitas vezes não se consegue gerando paralisação de obras), custo político exorbitantes, perda de arrecadação, tráfico de influência e, por fim, degeneração maciça de um dos principais segmentos da economia primária, a Engenharia.

Pense nisso antes de fazer, planejar, executar ou gerir alguma coisa!!!

Como dizer Não sem dizer “Não”

Às vezes,
a palavra ‘não’ pode ser um instrumento ríspido demais, que
provoca vergonha e sentimentos de rejeição no interlocutor. Ou pode ser um
grito de guerra, que produz resistência imediata e incita a outra parte a
reagir. É muito fácil usar e abusar do ‘não’, particularmente com as
crianças, e assim o termo vai perdendo sua força e credibilidade. As
crianças aprendem a ignorá-lo ou a acreditar que, na realidade, quer dizer
‘talvez’.

Precisamente por ser tão poderoso, o ‘não’ deve ser empregado com cautela,
parcimônia e intenção clara. Muitas vezes, é melhor usar outras palavras
para transmitir a mesma mensagem. Em outras ocasiões, é possível dizer um
‘não’ categórico sem efetivamente pronunciar a palavra. Vejam os seguintes
exemplos:

No meio de uma consulta médica, a filha de cinco anos insiste com seu pai
que ela quer ir embora. "Querida, nós vamos ficar", responde
calmamente pai.

Na tentativa de obter um preço menor, um cliente insiste em desmontar a
oferta de uma empresa de limpeza, separando os produtos de limpeza dos
serviços de treinamento e gerenciamento. "Nosso produto é um pacote
completo", responde o representante da empresa.

Ao telefone, ouvindo um bombardeio de insultos lançados por um importante
investidor, o executivo de um hotel responde calmamente: "Entraremos em
contato com o sr. amanhã sem falta", e desliga o telefone -para todos os
efeitos dizendo ‘não’ ao comportamento do cliente.

Em todos esses casos, o significado e poder do ‘não’ foram transmitidos
claramente, mas sem que a palavra fosse proferida. O ‘não’ permaneceu
subentendido, tácito.

Uma opção é focar a atenção no ‘sim’ inicial e no ‘sim’ final, deixando o
‘não’ implícito. Por exemplo, diante da perspectiva de uma longa viagem de
carro com um amigo que fala demais, você pode anunciar: "Que dia!… Hoje

quero um pouco de paz e tranqüilidade. O que você acha de irmos ouvindo um
pouco de música em silêncio para relaxar?" Em outras palavras, basta
apenas
apresentar a sua posição e complementá-la com uma proposta concreta.

Outra opção é reformular o ‘não’ como um ‘sim’. Em vez dizer a seu filho:
"Nada de brincar enquanto não acabar a lição de casa", você diz:
"Você
poderá brincar assim que terminar a sua lição". Em vez de dizer a um
colega
de trabalho: "Não posso ajudá-lo enquanto eu não acabar este
serviço", diga:
"Terei o máximo prazer em ajudá-lo assim que eu completar este
serviço". Em
vez dizer a um amigo: "Não irei com você ao jogo", diga:
"Encontro você logo
depois do jogo". Em outras palavras, coloque o seu foco no positivo ao
mesmo
tempo em que estabelece os limites necessários.

*Maneiras indiretas de dizer ‘não’ podem ser confusas* – Algumas culturas,
particularmente as do leste da Ásia, não poupam esforços para idealizar
maneiras de dizer ‘não’ sem empregar realmente a palavra, evitando assim
envergonhar o interlocutor e permitindo a ele salvar as aparências. Porém, o
fato de não usarem a palavra não significa que não digam ‘não’, apenas que
buscam maneiras indiretas de fazê-lo, como recorrer a terceiros ou lançar
sinais discretos e sutis. Isso pode ser muito confuso para aqueles que não
forem bem versados na semiótica de uma cultura diferente.

Durante um trabalho que realizei para uma grande empresa automobilística
norte-americana, soube do caso de um alto executivo que foi visitar a Coréia
do Sul e se reuniu com o presidente de uma montadora coreana. Na época, a
empresa dos EUA detinha 10% das ações da empresa coreana e o executivo
propôs a seu colega que essa participação aumentasse para 50%. "Isso não é
impossível", respondeu educadamente o executivo coreano.

Analisando essa resposta, o executivo norte-americano raciocinou: "Se
‘isso
não é impossível’, significa então que é possível". De modo que, quando
voltou para Detroit, enviou uma equipe de alto nível até Seul para fechar o
acordo. Mas, durante duas semanas, nada aconteceu, pois cada reunião marcada
era sempre e inexplicavelmente adiada. Por fim, um gerente coreano levou seu
colega norte-americano para um canto e explicou-lhe que "Isso não é
impossível" era apenas uma maneira educada de dizer "Nem morto".

O importante é ter em mente que embora a palavra ‘não’ nem sempre precise
ser pronunciada, a intenção sempre tem de ser transmitida de maneira clara e
vigorosa.

Como preparar o seu curriculum corretamente

O mercado profissional é extremamente competitivo, por isso é fundamental aproveitar
ao máximo cada oportunidade que surge. Um CV bem apresentado e bem escrito é um
passo importantíssimo, podendo significar a diferença entre um educado
“obrigado, mas não temos vaga no momento” e um convite para uma entrevista.
Então, por onde começar? Não existe maneira melhor de saber, senão perguntarmos
aos próprios empregadores. Perguntamos a 200 profissionais de Recursos Humanos
o que gostam e o que não gostam de ver em um CV.
Os comentários a seguir foram tirados desse questionário. Você pode utilizá-los
como um guia valioso que lhe permitirá a certeza de que está apresentando, aos
seus potenciais empregadores, o documento que pode fazer a diferença entre o
sucesso e o fracasso.

Carta de apresentação


De acordo com 90% dos entrevistados, a carta de apresentação deve incluir os
motivos que levam uma pessoa a candidatar-se à determinada vaga de emprego.
Metade dos entrevistados prefere uma carta manuscrita, para que possa verificar
a caligrafia do candidato, e 41% preferem uma carta feita no computador, mas
com o cabeçalho e a assinatura manuscritos. Seguem alguns de seus comentários:
"A carta de apresentação é tão importante quanto o CV."
"Faça uma carta de apresentação curta e direta. Assim reduz a
possibilidade de você se enganar!"
"Um CV chegou com uma carta de apresentação que dizia: "Exmo. Sr., o
CV diz tudo." A minha resposta foi: “Exmo. Sr., lamento, mas …”
CV
Em relação ao conteúdo do curriculum vitae, 91% dos entrevistados preferem que
o histórico profissional do candidato seja apresentado em ordem cronológica
invertida. Setenta por cento consideram que devem ser mencionadas todas as
qualificações, mas, conforme o crescimento profissional da carreira, apenas as
habilidades acadêmicas e profissionais mais importantes são indispensáveis.
Além das informações relativas às qualificações, os empregadores também
precisam saber informações pessoais do candidato, como nome, estado civil,
nacionalidade, hobbies e interesses.


Como em qualquer texto escrito, o receptor da mensagem deve ser levado em
consideração. Pense na informação de que necessitaria se estivesse no lugar do
recrutador e quais assuntos são ou não relevantes. Seguem alguns comentários
que obtivemos na pesquisa com profissionais de Recursos Humanos:
"O CV deve ser elaborado de modo que reflita a função a que se candidata,
identificando as habilidades e experiência profissional apropriadas à
função."
"Ao destacar as suas responsabilidades, identifique as características da
vaga que, em sua opinião, são fundamentais. Mas cuidado para não eliminar as
demais informações."
"Destaque sempre os aspectos positivos das suas habilidades e experiência
profissional e procure relacioná-las com a posição a que se candidata e com a
estrutura da organização. Um CV feito na medida de uma determinada vaga de
emprego tem mais possibilidades de ser bem-sucedido do que um CV padrão, que é
automaticamente impresso e enviado para qualquer empresa sempre com o mesmo
formato e mensagem."


"A parte das realizações é a parte mais importante: o que os candidatos
fizeram e o que mudaram." "O CV deve ser elaborado de modo que
reflita os pontos fortes, a experiência profissional e o conhecimento
necessários à função a que se candidata – seja sincero ao escrever."


"Não tente colocar muita informação. Um CV deve fornecer ao empregador um
‘retrato’ do candidato com informação suficiente, de modo que desperte o
interesse e faça com que o entrevistador queira conhecê-lo pessoalmente e saber
mais informações a seu respeito."
"Confirme TUDO o que escreveu. Uma mentira será sempre notada."


Layout & Estilo


De acordo com as respostas fornecidas, os três erros mais freqüentes referem-se
à ortografia, gramática e aspecto geral do CV. Dedique algum tempo para
corrigir qualquer erro e siga alguns dos conselhos que obtivemos no nosso
questionário:
"Mantenha a estrutura do seu CV simples e destaque os títulos em negrito,
permitindo que a informação seja rapidamente encontrada." "Um CV
fácil de ler, feito no computador e em um formato correto são pontos essenciais."


"Peça sempre para alguém ler o seu CV – não existe nada pior do que um CV
com erros de escrita ou outros erros."
"Conseguir uma entrevista é, hoje, o componente mais difícil para arranjar
um novo posto de trabalho. Perder algum tempo no formato do seu CV melhora as
suas possibilidades. Certifique-se de que o seu CV está feito de uma forma
clara, direta e sem informações desnecessárias."


E finalmente…
Lembre-se de que o seu potencial empregador terá muitos CVs para ler e quem se
expressar com maior clareza será selecionado para uma entrevista. Facilite ao
máximo o trabalho de quem vai ler o CV e demonstre que sabe como fazer valer a
sua mensagem sem ter de escrever um livro! Não se esqueça de verificar uma
última vez o que escreveu!